Desporto para todos…
Quinta-feira, Janeiro 28, 2010
Desde sempre que defendo uma posição… não podemos exigir atletas de alta competição se não proporcionamos quer aos clubes, quer aos próprios atletas os recursos necessários para poderem optimizar o seu rendimento.Defendo, por exemplo, que os artigos de desporto para atletas federados deveriam ser comparticipados, assim como o material escolar também o é.
Porquê? Bem, ao comparticipar-se a aquisição de artigos e/ou materiais de desporto para atletas federados, estamos a promover simultaneamente estilos de vida mais saudáveis (poupando à posteriori em cuidados de saúde) e a igualdade de oportunidades.
São muitos os casos que conheço de jovens atletas que deixam a vida desportiva por falta de verba no orçamento familiar. Ora, todos nós sabemos que não se fazem omeletas sem ovos! Como exigir altos padrões de qualidade aos nossos atletas, se os pais, os clubes e eles próprios não têm dinheiro para o material?!
Dou um exemplo… como jogador e treinador já vi miúdos que deixaram de praticar hóquei patins, não por serem maus atletas ou não mostrarem competências tecno-tácticas, mas porque as famílias não conseguiam suportar o valor dos materiais necessários para a modalidade. Esta situação esteve, por várias vezes, na eminência de suceder comigo, por isso conheço-a bem de perto.
Mas quem fala em Hóquei Patins (modalidade em que Portugal tem mais títulos conquistados em todos os escalões), fala também de todas as outras modalidades ditas “amadoras”…
Quem pratica ou está ligado ao desporto de competição sabe que em larga medida para além da dedicação e condição física do atleta, o seu rendimento e desempenho está condicionado à qualidade do material que utiliza. Dar um passeio não é o mesmo que fazer uma maratona ou correr os 1500m, pelo que o material utilizado terá que obedecer a uma série de características que não ponham em causa a saúde física do atleta e o seu rendimento.
Quando se fala tanto em combater, por exemplo, a obesidade mórbida e o sedentarismo, eis uma boa deixa para promover hábitos de vida saudáveis e, ao mesmo tempo, melhorar o número e a qualidade dos atletas nacionais.
E… nevou em Valença…
Terça-feira, Janeiro 12, 2010
Diariamente chegam a nossas casas relatos de temperaturas extremas (seja frio ou calor), de inundações, de incêndios incontroláveis, e de queda de neve em locais onde a mesma era quase inexistente ou, pelo menos, improvável.
O resultado das nossas acções resume-se a um cocktail nefasto que põe à prova quer o planeta e a sua resistência, quer a nossa própria existência.
Em Valença nevou. Os relatos de queda de neve por estas paragens são relativamente curtos mas sintomáticos da sua “inadequação” a esta faixa geográfica.
Claro que, sempre que esta “ilustre visitante” chega à nossa terra, é um regalo para a vista e uma “diversão” para miúdos e graúdos.
Mas, importa seriamente debruçarmo-nos sobre as questões ambientais, sobre o risco de situações extremas como as que assistimos quase que diariamente e tendem em agravar-se. Minimizar a nossa pegada ecologia torna-se por isso urgente e inevitável e depende unicamente de nós.
Cuide do planeta, porque ele também é seu, é de todos nós!…
Quem domina o quê?! A Máquina não erra…
Sábado, Janeiro 09, 2010
Será que as máquinas erram?! Bem, a resposta é não!As máquinas não erram nem podem errar…
A questão é simples, só erra quem o pode fazer. Para errar é necessário, antes de mais, decidir. Ora, uma máquina não decide, executa. Para errar é necessário reflectir, mesmo que erroneamente. Uma máquina não reflecte, processa informação. Para errar é necessário pesar os prós e os contras e assumir as consequências. Uma máquina não assume consequências, nem pode, pois não sabe o que é ou não errado.
Uma máquina é e será sempre uma máquina. É e será sempre um produto nascido do génio criativo do Homem. Uma máquina é um escravo educado, que simplesmente executa as ordens que lhe foram transmitidas no momento em que foi programada, não gozando, por isso, de autonomia própria. Assim, se esta falhar, será sempre por inépcia ou desleixo do Homem, que foi quem a imaginou, quem a projectou e a programou, cabendo-lhe por isso todos méritos e desméritos.
Posto isto, as máquinas não erram, nem podem, não são pessoas. Errar é humano, é coisas de pessoas e, como dizia o poeta (Fernando Pessoa), “como é bom ser pessoa entre a multidão.”
Upssss!!!... engravidei....
Quinta-feira, Janeiro 07, 2010
Há alguns dias senti-me extremamente indignado.Uma notícia dava conta que, em média, um recém-nascido por dia é vítima de abandono ou rejeição nas maternidades portuguesas.
Esta reportagem confirma em parte a minha posição: nem toda a gente nasce para ser pai/mãe.
A falta de informação, de forma a evitar uma gravidez indesejada, já não é uma desculpa. Ela existe em todos os meios. Encontramo-la nos hospitais, centros de saúde, nas escolas, na comunicação social, na internet, …
Os meios contraceptivos também existem. Podemos obtê-los sob variadíssimas formas e, como no caso dos preservativos, gratuitamente.
Existem ainda consultas de planeamento familiar, de ginecologia e urologia.
Só não existem desculpas que justifiquem os dados que a comunicação social apresentou e que se traduz, de forma prática, em crianças que serão a curto ou médio prazo:
• Institucionalizadas;
• Abandonadas;
• Vítimas de maus tratos;
• Vítimas de negligência.
Assim como uma criança não é um peluche nem uma mascote, ser “Pai” é um dão e não uma consequência.
Antes de constituir família peça aconselhamento técnico/profissional, utilize o contraceptivo mais adequado à sua situação, faça um planeamento familiar estruturado e consciente (tenha em atenção questões como as perspectivas económicas, profissionais e afectivas do casal expectáveis a curto/médio/longo prazo).
Para mais informações consulte:
www.unicef.pt
http://www.iacrianca.pt/
www.ajudadeberco.pt
www.acreditar.org.pt
http://www.apfn.com.pt
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/gravidez+e+sexualidade/metodoscontraceptivos.htm
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