Segunda-feira, Junho 30, 2008

Advogados em alvoroço...


Marinho Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados é, sem dúvida, uma personalidade polémica e controversa.
Desde a sua candidatura ao Bastonário, Marinho Pinto, tem-se demonstrando uma personalidade em muitos casos conflituosa, realizando intervenções sem nexo e conhecimento de causa.
A nova polémica que o coloca contra os sindicatos da polícia demonstra, antes de mais, uma profunda falta de sensibilidade e conhecimento, in loco, dos factos em discussão.
Creio ser muito fácil falar do trabalho dos polícias quando se ganha tanto como o Procurador-geral da República por um cargo directivo de uma corporação profissional.
Mas, como em muitas outras coisas, falar por falar não basta... Não basta acusar os sindicatos, sem perceber primeiro a situação económica, social e profissional em que vivem os agentes da autoridade.
A imprudência com que se afirmam certas verdades, no mínimo discutíveis, e se colocam em causa direitos ganhos com a liberdade, levam-nos a pensar seriamente nas palavras distorcidas que o Sr. Bastonário vai proferindo e na falta de bom senso de uma pessoa que representa uma Ordem com a importância e prestigio que a dos Advogados possui.

Hóquei em Portugal, a urgência da mudança.


Na ressaca de mais dois títulos conquistados pelo F.C. Porto (com todo o mérito e justiça) fica no ar uma pergunta pertinente: Como é que uma equipa consegue dominar durante anos a fio, inquestionavelmente, uma modalidade?!
Esta assustadora falta de competitividade é totalmente improdutiva para o desenvolvimento e saúde da modalidade. Não está aqui em causa a inquestionável e avassaladora superioridade do F.C. Porto, mas sim a falta de competitividade demonstrada pelo resto das equipas do campeonato da 1ª divisão.
É necessário repensar o trabalho desenvolvido ao nível das camadas jovens, mas também a política de contratação de jogadores por parte das equipas nacionais.
Se a nível interno esta situação não é desejável, a nível externo a história repete-se. A falta de competitividade caseira, não tem permitido que em competições internacionais (de clubes ou selecções) os resultados sejam tão fabulosos como outrora.
Face á emergência de novas potências no Hóquei Patins Mundial, Portugal necessita urgentemente de repensar o seu hóquei e o “seu projecto de formação”, caso contrário passaremos de tradicionais e reais candidatos a um lugar em qualquer competição internacional, a candidatos... virtuais...

España, a justa campeã.


Desprezada por muitos no inicio do europeu como digna candidata ao titulo, a selecção espanhola deu um festival de bom futebol que levou os europeus à loucura.
Para quem dizia que o campeonato espanhol só era bom porque tinha muitos estrangeiros, ficou aqui provado que a “prata da casa” tem muita qualidade e que, sejam quais forem os jogadores em campo, jogam para ganhar.
Frente a uma Alemanha matreira e muito eficaz, esta Espanha, muito perspicaz e com forte espírito combativo, demonstrou de que são feitos os verdadeiros campeões e, pela segunda vez na sua História, sagraram-se novamente campeões europeus...