O Homem é, antes de tudo, um animal. É, contudo, um animal Social e Racional.Estas características distinguem-no, de forma clara, de todos os outros animais. São elas que lhe permitiram ao longo de toda a sua existência potenciar as suas capacidades, projectando situações e criando soluções práticas, mas complexas, face aos entraves naturalmente emergentes.
A racionalidade, porém, tem um reverso por vezes perverso. Esta qualidade inata ao ser humano foi substituindo de forma progressiva a naturalidade instintiva presente nos outros animais.
A necessidade de uma resposta concreta para cada fenómeno, tornou o Homem demasiado dependente de si mesmo, das suas expectativas e da sua capacidade em enfrentar o estranho mundo do inexplicável.
O Homem precisa, deste modo, de acreditar. Podemos dizer que acredita principalmente na sua capacidade e destreza para obter respostas inerentes à sua própria existência.
Áreas como a Ciência ou a Religião, não são mais do que o reflexo material e concreto da busca incessante por respostas às suas necessidades mais diversas.
Toda a sua existência tem por base esta necessidade insaciável de acreditar. É dela que nascem os projectos, as metas, os desafios, os objectivos, o futuro, em fim, a própria evolução da espécie.
Já diz o ditado: “Acreditar para ver, ver para acreditar”.
0 comentários:
Enviar um comentário