Um caso interessante de Globalização é, por exemplo, o caso da Gastronomia. Certamente já reparou na quantidade e diversidade gastronómica que existe, por exemplo, na sua terra. Agora, faça o mesmo exercício, mas amplie o campo de visão para um país. Passe de um país para vários países. Por fim, transponha este exercício para todos os países da Terra.Como já percebeu a diversidade é tal, que nos possibilita múltiplas alternativas, daí assistirmos frequentemente à disseminação, por exemplo, de restaurantes asiáticos, orientais ou africanos.
Mais do que uma alternativa de degustação, cada uma destas alternativas gastronómicas representa o aproveitamento de recursos e a necessidade que cada povo teve em encontrar alimentos que permitissem a sua própria subsistência.
Quando dizemos que “os chineses comem tudo o que mexe”, isto significa, mais do que terem gostos esquisitos, que aquela sociedade face a um caso de necessidade extrema (alimentar uma sociedade com milhões de indivíduos, com parcos recursos), adaptou-se de forma a encontrar soluções suficientemente válidas que lhes permitissem subsistir.
Em Portugal o património gastronómico representa, segundo alguns estudos, uma das características mais apreciadas pelos turistas estrangeiros que visitam de forma mais ou menos frequente o nosso país.
A divulgação da gastronomia nacional onde se integram, evidentemente, as suas variações regionais, constituem hoje um poderoso “produto” digno de ser comercializado e promovido dentro e fora do país.
As entidades competentes (Estado, autarquias, regiões de turismo, confrarias, associações comerciais, entre outras), por sua vez, deverão tomar consciência deste património de grande valor e implementar estratégias que permitam a continuação deste fruto cultural e a perpetuação do seu estatuto de charneira na cultura do país.
Para isso, cursos livres, cursos profissionais, feiras e workshops, entre outros, deverão ser promovidos para que o património gastronómico nacional atinja padrões de excelências e que possa ser apresentado, na realidade, como um bem de valor acrescentado.
O património gastronómico representa, por isso, o melhor que a nossa terra tem...
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