Há alguns dias senti-me extremamente indignado.Uma notícia dava conta que, em média, um recém-nascido por dia é vítima de abandono ou rejeição nas maternidades portuguesas.
Esta reportagem confirma em parte a minha posição: nem toda a gente nasce para ser pai/mãe.
A falta de informação, de forma a evitar uma gravidez indesejada, já não é uma desculpa. Ela existe em todos os meios. Encontramo-la nos hospitais, centros de saúde, nas escolas, na comunicação social, na internet, …
Os meios contraceptivos também existem. Podemos obtê-los sob variadíssimas formas e, como no caso dos preservativos, gratuitamente.
Existem ainda consultas de planeamento familiar, de ginecologia e urologia.
Só não existem desculpas que justifiquem os dados que a comunicação social apresentou e que se traduz, de forma prática, em crianças que serão a curto ou médio prazo:
• Institucionalizadas;
• Abandonadas;
• Vítimas de maus tratos;
• Vítimas de negligência.
Assim como uma criança não é um peluche nem uma mascote, ser “Pai” é um dão e não uma consequência.
Antes de constituir família peça aconselhamento técnico/profissional, utilize o contraceptivo mais adequado à sua situação, faça um planeamento familiar estruturado e consciente (tenha em atenção questões como as perspectivas económicas, profissionais e afectivas do casal expectáveis a curto/médio/longo prazo).
Para mais informações consulte:
www.unicef.pt
http://www.iacrianca.pt/
www.ajudadeberco.pt
www.acreditar.org.pt
http://www.apfn.com.pt
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/gravidez+e+sexualidade/metodoscontraceptivos.htm
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