
Depois de tantos adiamentos e desculpas mal-amanhadas, o Sr. Ministro das Finanças finalmente revelou ao país a obra-prima orçamental do Governo.
Pelas declarações do Sr. Ministro das Finanças ficamos a saber que… pouco vai mudar no país. A crise continua a ser só para alguns e para algumas coisas, para outras não interessa falar de crise.
Em relação ao orçamento, aquilo que se sabe sobre o novo orçamento é muito pouco mas, ao mesmo tempo, o pouco que se sabe já é tão mal que nem apetece saber mais sobre ele.
Naquilo a que o governo teimosamente tende em chama de “justiça social” e de “medidas urgentes”, eu vejo grande incoerência e, em alguns casos, aproveitamento.
Como é que um orçamento pode ser “equilibrado” e “justo” se, por exemplo, o vinho tem uma taxa de IVA mais baixa que o leite, a margarina ou até o óleo alimentar?!
Como o Sr. Ministro das Finanças certamente não cozinha, manda cozinhar, não deve saber como se gere uma casa, uma dispensa e um orçamento familiar com recursos limitados, por isso não faz ideia do significado de “bem essencial”.
Quando diz que «a ninguém lhe custa mais implementar estas medidas do que a mim», o Sr. Ministro das Finanças certamente não reparou nos milhões de portugueses que vivem no limiar da pobreza ou que simplesmente sobrevivem com os salários miseráveis com que o seu trabalho é pago.
É fácil falar só de números, porque é só isso que interessa às estatísticas e à máquina de propaganda do Estado. Tenho pena que não se fale nem na realidade do país, nem nas pessoas que o constituem.
Como se pode dizer que é um orçamento de austeridade, quando o próprio governo aumenta significativamente, para o novo orçamento, a verba que respeita à publicidade e às despesas de representação?!
Como pode dizer que é de austeridade, se as obras megalómanas continuam o seu curso a bem dos bolsos de alguns grupos financeiros?!
Bem… não me alongando mais, este é um orçamento (Ir)realista e (Des)equilibrado, bem à moda da política portuguesa. Há coisas que nunca mudam…
1 comentários:
Caro colega, concordo plenamente contigo!É bem à moda portuguesa!Quem paga é sempre o Zé Povinho,
mais um ano a apertar o "cinto"! Olha caro colega, apesar do futuro pouco prometor que nos aguarda, não posso deixar de te desejar os parabéns atrasados, como diz o provérbio "mais vale tarde do que nunca", desejo-te tudo de bom, podemos não ter dinheiro mas somos ricos em amizades!Bjs de parabéns!
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