Terça-feira, Novembro 02, 2010

Mulheres ao Poder!

Com a eleição de Dilma Roussef, no Brasil, os movimentos feministas por todo o mundo ganharam nova força.
É justo dizer, e já o tenho dito, que faz falta uma maior participação feminina nos lugares de decisão e de poder. Contudo, não acredito na chamada “lei da paridade”. Integrar mulheres simplesmente porque se é obrigado, não é legítimo nem corresponde ao nosso estado de direito democrático.
A mulher é livre, independente, formada e informada, não necessita de esmolas de ninguém. Tem e deve ter as mesmas oportunidades que os homens, não porque as instituições são obrigadas a isso, mas porque são boas naquilo que fazem.
Deixemo-nos definitivamente de “tretas”, não existem trabalhos ideais, nem tarefas especificas exclusivas de um único sexo, seja masculino ou feminino. Desde que haja formação e vontade de trabalhar não importa que desempenha a função. O que importa é que haja igualdade de oportunidades no acesso ao emprego e às carreiras profissionais.
Infelizmente continuo a assistir a situações em que existe segregação sexual no acesso ao emprego e às oportunidades. A mulher deve ter o direito a ser mulher, mãe e esposa. Deve ter o direito de fazer as suas próprias escolhas de forma a contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária.
Não entendo, por exemplo, o despedimento (encapotado) por gravidez. Se não houver crianças a nascer, não existirão os consumidores de amanhã. Não existirão cidadãos, nem potenciais clientes. Será que isso interessará às empresas?!
Como curiosidade deixo a informação que também nós já tivemos uma mulher a dirigir os destinos do país. Foi em 1979 que Maria de Lurdes Pintasilgo, natural de Abrantes e formada em Engenharia Químico-Industrial, assumiu o cargo de Primeira-ministra num governo de iniciativa presidencial. Fica o mote para que mais apareçam, haja igualdade e oportunidade.

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