Terça-feira, Novembro 02, 2010

Que descansem em paz…

Hoje, dia dos fiéis defuntos, relembro todos os Militares que morreram ao serviço. Pela Pátria viveram e pela Pátria morreram.
Estes militares, Arcanjos da “Mãe Pátria”, caídos em desgraça, são hoje tristes memórias esquecidas e abandonadas. A esta “Mãe” ofertaram os melhores anos das suas vidas, uma dedicação total pautada, na grande maioria dos casos, por grandes sacrifícios pessoais e familiares. Mas esta “Mãe”, que lhes exige tudo em vida, tende a esquecer-se deles na hora da morte. Morreu, está morto.
Não importa se não viram os filhos nascer, não importa se não viram os filhos dar os primeiros passos ou as primeiras palavras, não importa se não estiveram nas datas importantes ou nas festividades que não passaram com a família, não importa a juventude que deixaram, a austeridade que tiveram e a vida que perderam. Morreu, está morto.
Não importa também se eram filhos, irmãos, amigos, pais ou esposos de alguém. Morreu, está morto.
Como recompensa, a “Mãe” dá-lhes uma bandeira sobre o caixão, uma salva de tiros em sua memória e os pêsames à família na hora de baixar o caixão. Muito pouco para quem dedica a sua vida e a vida da sua família a defender a “Mãe”. Morreu, está morto.
Depois…depois vem o esquecimento. Morreu, está morto.

Dedico este artigo a todos os Militares, ex-combatentes ou não, que morreram a cumprir a sua missão. Esta dedicatória estende-se também aos seus familiares e amigos que os viram partir.
A ti pai. Descansa em paz.
Armando Fernandes Serra - N. 02/06/1957; M. 26/11/1993

1 comentários:

Anónimo disse...

Gostei do que li. Como se interessa por política gostaria de saber a sua opinião sobre uma nova força partidaria constituída com a maioria dos ex-combatentes. Esta Pátria de Camões precisav de novo dos seus soldados. Saudações.