Estamos novamente com eleições à porta. É certo que o sistema democrático não é perfeito, nem o poderia ser… não conheço nada que o Homem produza que seja perfeito. A perfeição é utópica e o Homem é, ele próprio, imperfeito. Sem entrarmos em pensamentos filosóficos, pois não é esse o objectivo do artigo, devemos pensar que, apesar da sua “imperfeição”, a democracia é a “menos imperfeita” de todos os sistemas políticos existentes.
A verdade é que a situação do país não é a ideal, nem tão pouco a mais recomendável. Responsáveis?! Bem, como responsáveis poderemos apontar, em primeira instância, os partidos políticos e os seus dirigentes que não souberam entender convenientemente o paradigma político, económico e social que lhes foi apresentado. Porém, a responsabilidade não é, neste caso, dividida de forma equitativa. Uns porque exerceram o poder de governação e por isso foram mais activos e intervenientes, outros, porque foram oposição e, nesse estado, não foram tão interventores. Em resumo, uns governaram sem saberem bem o que faziam, outros foram oposição sem saberem bem o que isso significava.
Em segunda instância, a responsabilidade é de todos nós. Primeiro, porque somos “nós” que escolhemos quem nos representa, segundo, porque nos demitimos muitas vezes dessa responsabilidade.
Para o ”bem” ou para o “mal”, devemos de ser conscienciosamente críticos e responsáveis nas escolhas que fazemos. O voto é sempre útil e uma arma importantíssima no aparelho democrático do país. Privilegiámos quem achamos merecedores da nossa confiança e castigamos quem faltou às suas responsabilidades.
Votar, nem que seja em branco, é expor uma opinião. É dizer “presente”. É não colocar nas mãos dos outros as nossas próprias decisões. É lutar contra o apelo do sofá, da cama, da praia ou da tainada com os amigos. É mostrar que não nos escondemos e que queremos ser parte da solução.
Felizmente, ainda não somos obrigados a votar como já acontece em vários países. Digo “felizmente” porque acredito que votar deve ser um acto espontâneo, consciente e livre. É em respeito a essa responsabilidade democrática que contempla a nossa opinião e a todos quantos lutaram e defenderam essa “responsabilidade” (ex-combatentes, sufragistas, outros) que voto e apelo ao voto.
Pelo passado, pelo presente e pelo futuro, o seu voto pode fazer a diferença. Exerça o seu direito. Dia 5 de Junho dê um Voto de confiança ao seu país.
1 comentários:
Parabéns pelo o artigo!
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